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Ladeira abaixo em Santana do Parnaíba

Copa do Mundo acabando, a vida voltando ao normal, e, com isso, o blog também volta à ativa (na próxima semana, será a vez da página RADICAIS voltar ao jornal aos sábados). Sendo assim, anote aí na agenda:  vai rolar, no dia 18 de julho (domingo), o 1º SKATE NA VELOCIDADE DE SANTANA DO PARNAÍBA, aberto para profissionais e amadores, e que será disputado em três modalidades: Speed, Giant Slalom e Slide. Muita gente bacana já confirmou presença, entre eles, Sérgio Yuppie, pentacampeão mundial na categoria Slide; Kako Max e Caco Ratos, 1º e 2º lugares, respectivamente, no Campeonato Brasileiro de Slalon de 2009. No Speed, destaque para Juliano Cassemiro e Everton Eso.
O evento, realizado pela prefeitura de Santana do Parnaíba, com patrocínio da marca Skate Até Morrer, vai distribuir  um prêmio de R$ 5 mil entre  os três primeiros colocados em cada categoria. O campeonato será válido pelo ranking brasileiro e vai somar pontos para o Bolsa Atleta, projeto do Governo Federal. As inscrições são gratuitas para amadores e profissionais maiores de 18 anos. Os menores (a partir de 16 anos) poderão competir com autorização dos responsáveis.
A ladeira que irá sediar o evento tem quinhentos metros e promete muita velocidade para a categoria speed, já que os atletas poderão atingir até 95km/h. Olhe aí o cronograma completo do evento:
SPEED – Open (amador e profissional)                                                                                                                       
Para os competidores da “Fórmula 1” do skate, os treinos começam às 8h. Às 10h, serão iniciadas as tomadas de tempo e, logo em seguida, as baterias, formadas por quatro atletas.
GIANT SLALOM – Open (amador e profissional)
Após a modalidade downhill Speed, começarão as tomadas de tempo classificatórias do Slalom, modalidade em que o competitor desce a ladeira fazendo um zig zag entre cones e, a cada um derrubado, o atleta é penalizado no seu tempo final da prova.
SLIDE – Amador
Para fechar o dia, descerão as ladeiras os amadores. Dez atletas se classificarão para etapa semifinal e três disputaram os primeiros lugares.
SERVIÇO:
Dia: 18/07/10, a partir das 8h.
Local: Av. Brasil, Santana de Parnaíba – SP.
Inscrições:  http://samskateatemorrer.blogspot.com ou skatenavelocidade@gmail.
Se chover, o evento será transferido para o dia 1º de agosto.

Travessia Rio-Ilha Grande como os polinésios

Que tal encarar o mar aberto, durante a madrugada, remando sem parar, até chegar à Ilha Grande? Foi isso que fizeram os remadores  Dave Macknight, Douglas Moura, Jorge Souza, Lucas Fleury, Luiza Perin e Silvia Hargreaves, no mês passado. Os seis, imbuídos do espírito desbravador  dos polinésios, inventores da canoa havaiana, encaram o desafio de ir do Rio, saindo da Urca, até a Ilha Grande. Foram de 17 horas remando, num total de 135km.

— Esse percurso já havia sido feito antes, de canoa, por outra equipe. Mas, além de ser uma equipe formada apenas homens, que são mais fortes, eles contaram com um barco de apoio, levando água, comida, e o que mais precisassem. Do jeito que a gente fez, foi a primeira vez — conta o líder da equipe, Dave Macknight. — É duro, mas fomos sabendo o que iríamos encontrar. Eu já fiz corrida de aventura, tendo que pedalar 20 quilômetros sem parar. Então, eu sei o que é isso. O grande lance é completar a travessia. Esse é o desafio. E a gente conseguiu.
O grupo saiu da praia da Urca às 0h30m do dia 19 de junho, um sábado. Às 6h30m, eles fizeram a única parada da travessia, na Restinga da Marambaia, onde ficaram uma hora. De volta ao mar, só foram parar novamente às 17h30m, quando chegaram na Praia do Abraão, na Ilha Grande. A sensação, além de dever cumprido, claro, é de dor em todas as partes do corpo. Mais do que prepa rado fisicamente, é preciso ter muito controle mental para não sucumbir.
— O corpo fica moído uns dois dias. Eu acho que cheguei lá uns seis quilos mais magros. Até hoje não descobri exatamente o que me motivou a ir, mas a pessoa que vai tem que saber o que vai encontrar, tem que conhecer seus limites — acredita o estudante Lucas Fleury.
— É a adrenalina mesmo da superação, da conquista, de fazer a travessia, de estar com os amigos... junta isso tudo à predisposição para fazer essas coisas. Porque tem que gostar muito. É fisicamente muito desgastante. A parte psicológica conta pelo menos 50%. É ela que faz você não desistir, querer continuar, superar o sono. E tem outra coisa: no fim das contas, mulher tem muito mais resistência em provas longas — provoca a analista de sistemas Silvia Hargreaves, que descobriu a canoa havaiana há quatro anos.
Pode até ser difícil de acreditar, mas eles garantem que, perrengue mesmo, só enfrentaram uma vez, quando pegaram um vento terral (da terra para o mar) na saída da restinga, que os empurrou para longe da
costa. Além de um esforço de quase três horas para voltar ao percurso correto, ainda se depararam com dois tubarões rodeando a canoa. Me do? O massoterapueta Jorge Souza de Freitas jura que não: 
— Não foi assustador, mas ver um tubarão muito próximo dá um friozinho na barriga. A gente se sentiu protegido pela canoa, e com o movimento do remo entrando na água, eles só ficaram vigiando cerca de meia hora.
A canoa pesa 200 kg, tem 14 metros de comprimento e atinge uma velocidade entre 12 km/h e 14km/h. Cada um dentro do barco tem uma função e, além de força física, todos precisam remar em sincronia. Nada que treinos não resolvam. Na canoa havaiana, o que parece envolver seus praticantes é uma espécie de comunhão com rituais que a prática do esporte faz renascer. Mesmo que seja dolorido, mesmo que muitos cons derem uma loucura, ninguém sai “ileso” da experiência.
— Essa travessia foi um marco na minha vida, uma superação completa, não só fisica ou psicologicamente.
Eu tive enjôo, passei mal durante a madrugada, então, o tempo todo era uma questão de me superar. E o mais bonito é a formação da equipe, que era heterogênea, mas que tinha o mesmo espírito. E, quando isso acontece, podemos chegar a qualquer lu gar. Foi o que aconteceu. Isso nunca tinha sido feito, nós colocamos um novo limite no esporte — explica Luiza Perin, a segunda mulher do grupo.
A próxima travessia já tem data: será em agosto, dessa vez, de Cabo Frio para o Rio. 
Jorge Freitas (à esquerda), Luiza Perin, Dave Macknight, Douglas Moura, Silvia Hargreaves e Lucas Fleury

Surf Adventures 2 recebe prêmio do júri popular em Festival na França

A eterna busca pela onda perfeita continua arrebatando surfistas e apaixonados pelo esporte. Prova disso foi o desempenho do filme "SURF ADVENTURES 2 - A BUSCA CONTINUA", dirigido por Roberto Moura, no sétimo Festival Internacional de Filmes de Surfe. O evento, que terminou sábado, em Anglet, na França, premiou o documentário brasileiro com o grande prêmio do júri popular. A aventura dos surfistas Marcelo Trekinho, Phil Rajzman, Raoni Monteiro, Fábio Gouveia e Adriano Mineirinho em cenários paradisíacos no Peru, México, Chile, Taiti e Austrália, além do inusitado surfe na pororoca do rio Araguari, no Amapá, superou os também candidatos “Modern collective” (que ganhou como melhor vídeo, trilha e montagem), “The present”, “Lost prophets” e o “BS!”, na eleição pela internet. 


Joel Parkinson fora do WCT de Jeffreys Bay

O grande vencedor do Festival foi o americano “Surf wise”, que conta a história de Dorian Paskowitz e sua família. Paskowitz, hoje com 89 anos, trocou uma vida bem-sucedida como médico pela de surfista profissional e se tornou uma das grandes lendas do esporte mundial. Ele e sua família são conhecidos como "a primeira família do surfe".
O Brasil tem um histórico de bons resultados no Festival. Em 2005,  "Sambatrance&Rock’nRoll" foi eleito o melhor fime; e, no ano passado, "Nalu", filme de Rafael Mellin baseado nas viagens da família do big rider catarinense Everaldo "Pato" Teixeira, recebeu o prêmio especial do júri.

A Copa vai chegando ao fim e, depois de receber os melhores jogadores do mundo, a África do Sul receberá os melhores surfistas. Começa no dia 15 o WCT de Jeffreys Bay, quarta etapa do Circuito Mundial de Surfe.
E o campeonato já está desfalcado. O australiano Joel Parkinson, vencedor do evento no ano passado, cortou o pé surfando em Snapper Rocks, no quintal de casa, e não vai competir. Por cortar o pé, diga-se cortar mesmo, um corte profundo perto do calcanhar.
Se você não tiver problemas em ver sangue, confira na foto abaixo, tuitada pelo próprio Parko. Se tiver estômago fraco, não veja a foto!

Machucado, Parko sai da corrida pelo título e só competirá na Tríplice Coroa

Australiano ainda se recupera de um corte profundo no pé direito

Joel Parkinson machucado pé Snapper Rocks 
Parkinson no dia do acidente (Foto: SurfingLife)
Um mês depois de ter sofrido um corte profundo no pé direito, Joel Parkinson teve que dar adeus ao sonho de conquistar o título mundial. O australiano, agora décimo do ranking, só voltará a competir no fim de novembro, na Tríplice Coroa Havaiana. 
Parko caiu de uma onda quando surfava em Snapper Rocks, pico na região de Coolangatta, onde mora. Abriu mão da etapa de Jeffreys Bays, na África do Sul, onde era o atual campeão. Até então, ele vinha de duas quintas colocações - Gold Coast e Bells Beach - e um nono lugar, em Imbituba.
De acordo com os médicos, o australino só poderá voltar a surfar em meados de outubro. Ainda assim, corre o risco de sentir dores, já que o corte atravessou tendões.
- O médico disse que eu não vou poder surfar até o dia 9 de outubro e, quando eu colocar o pé no chão, vou me sentir como se estivesse pisando sobre agulhas, por isso não irei surfar bem. Ele garantiu, porém, que voltarei a surfar sem dor - disse à "Surfing Magazine".
A Tríplice Coroa Havaiana é composta por duas etapas do WQS e a última do Circuito Mundial, o Pipeline Masters. Parko perderá as disputas do Taiti, Trestles, dos Estados Unidos, da França, de Portugal e de Porto Rico.



Foto de Joel Parkinson